Evolução do Open Finance: o que esperar para os próximos anos?
O Open Finance é uma das principais transformações do setor financeiro. Conheça as fases de implantação, o que já está em vigor e quais inovações ainda estão por vir.
O Open Finance é uma das principais transformações do setor financeiro. Conheça as fases de implantação, o que já está em vigor e quais inovações ainda estão por vir.
O Open Finance está redefinindo o setor financeiro. Com a ampliação do compartilhamento de dados e serviços, novas oportunidades surgem para instituições que buscam inovação e competitividade.
A evolução desse modelo segue etapas bem definidas, trazendo mudanças que impactam tanto as empresas quanto os consumidores. Mas em que estágio estamos hoje? E quais são os próximos avanços esperados?
Neste artigo, vamos explorar as fases do Open Finance, o que já foi implementado e o que ainda está por vir. Entender essa transformação é essencial para se antecipar às tendências e extrair o máximo desse novo cenário.
O Open Finance é um modelo de compartilhamento de dados que está transformando o setor financeiro. Com a autorização do cliente, diferentes instituições — de bancos a fintechs e seguradoras — podem acessar e integrar informações para oferecer soluções mais personalizadas. Essa abordagem amplia o escopo do Open Banking, que se limitava a dados bancários, e passa a incluir outros produtos, como seguros, investimentos e previdência.
A implementação desse conceito ganhou força em diversos países a partir de iniciativas regulatórias. O Reino Unido foi um dos pioneiros, estabelecendo diretrizes para a abertura de dados bancários em 2018. Outros mercados, como a União Europeia e a Austrália, também avançaram nessa direção, incentivando maior transparência e inovação no setor.
No Brasil, a adoção do Open Finance (também chamado de sistema financeiro aberto) começou em 2021, sob a regulamentação do Banco Central. O processo foi dividido em etapas para permitir a inclusão gradual de novos produtos e serviços. Atualmente, consumidores já podem visualizar e compartilhar suas informações financeiras entre diferentes instituições, o que estimula a concorrência e melhora a oferta de soluções.
O avanço do Open Finance é vantajoso tanto para consumidores quando para as instituições financeiras.
A implementação do Open Finance no Brasil segue uma agenda evolutiva estruturada, garantindo que cada etapa seja implantada com segurança, transparência e praticidade. Esse processo tem ocorrido de forma gradual, permitindo que instituições financeiras e consumidores se adaptem às mudanças.
A abertura do sistema financeiro foi iniciada em fevereiro de 2021, quando as instituições participantes passaram a disponibilizar informações padronizadas sobre seus canais de atendimento e seus produtos e serviços. Com isso, surgiram novas soluções para a comparação de taxas, tarifas e condições de crédito, aumentando as possibilidades de escolha para os consumidores.
Na sequência, ocorreu o compartilhamento de dados cadastrais e transacionais, sempre com a autorização do usuário. Isso permitiu que consumidores pudessem compartilhar seu histórico financeiro com diferentes instituições, facilitando o acesso a melhores condições de crédito, novas contas e ofertas personalizadas. A partir dessa etapa, tornou-se possível gerenciar informações de várias instituições em uma única plataforma.
Com a evolução do ecossistema, novas funcionalidades começaram a ser incorporadas. O pagamento por meio do Open Finance foi uma das grandes inovações, permitindo a iniciação de transações diretamente em plataformas integradas. Hoje, já é possível realizar pagamentos via PIX, TED, boleto e débito em conta, sem a necessidade de acessar o aplicativo do banco de origem.
O próximo passo expande ainda mais o alcance do Open Finance, integrando produtos como investimentos, seguros, previdência complementar, capitalização e câmbio. Com essa evolução, as instituições financeiras passam a conhecer melhor as necessidades dos clientes, criando ofertas mais alinhadas ao seu perfil e comportamento.
O controle, no entanto, continua sendo do usuário. Cada pessoa pode decidir quando, com quem e por quanto tempo compartilhar seus dados, garantindo total autonomia nesse novo ambiente digital. O avanço dessas fases representa uma transformação profunda no setor financeiro, trazendo mais conveniência, personalização e competitividade ao mercado.
No processo de implementação do Open Finance no Brasil, foram definidas quatro grandes fases pela regulamentação do Banco Central. Elas ocorreram de forma gradual, garantindo a adaptação do mercado e dos consumidores. Conheça a divisão das fases e seus principais marcos.
Embora sejam conceitos relacionados, Open Banking e Open Finance são coisas diferentes. O próprio Banco Central esclarece que o Open Finance é a evolução do Open Banking, que foi o primeiro passo para a criação de um sistema financeiro mais aberto, permitindo que consumidores compartilhassem seus dados bancários com outras instituições de forma segura e padronizada — ou seja, restringia-se às informações sobre contas, transações e produtos tradicionais ofertados pelos bancos.
Com a ampliação desse modelo para outros tipos de produtos financeiros, como investimentos e seguros, o nome foi atualizado para Open Finance. No entanto, os procedimentos de segurança e a sistemática de funcionamento são os mesmos. A diferença é que, agora, há uma abrangência maior, viabilizando a interoperabilidade (compartilhamento de dados) entre diferentes sistemas.
É importante destacar que as instituições financeiras seguem procedimentos estabelecidos pelo Banco Central com objetivo de garantir que os processos ocorram de forma segura, padronizada e mediante consentimento expresso do cliente. Ou seja, há a necessidade de fazer investimentos na infraestrutura de TI para atender requisitos operacionais específicos, assegurando o nível de serviço exigido.
O Open Finance continua evoluindo e trará mudanças significativas no setor financeiro nos próximos anos. A agenda evolutiva já prevê novas implementações que ampliarão a integração entre serviços, personalização das soluções e desafios regulatórios. Confira as principais tendências.
• O Banking as a Service (BaaS) vem ganhando força com o avanço do Open Finance. Esse modelo permite que empresas não bancárias, como varejistas e marketplaces, ofereçam produtos financeiros sem precisar obter uma licença bancária. Por meio de APIs, essas empresas podem integrar serviços como contas digitais, pagamentos e crédito diretamente em suas plataformas.
A evolução do Open Finance está redefinindo o setor financeiro, trazendo desafios que exigem adaptação e inovação, mas também oportunidades para ampliar a competitividade e o alcance dos serviços. Instituições que conseguirem equilibrar segurança, regulamentação e novas tecnologias poderão se destacar nesse novo cenário.
- Segurança cibernética e proteção de dados O aumento da troca de informações financeiras entre instituições torna a segurança cibernética uma prioridade. As empresas precisarão reforçar a proteção contra fraudes, ataques e vazamentos de dados sensíveis, garantindo a confiança dos usuários.
- Cumprimento da regulamentação e adesão às normas do Banco Central A agenda regulatória do Open Finance exige que todas as instituições financeiras sigam normas rígidas para garantir transparência e segurança. A adaptação a essas regras pode ser desafiadora, especialmente para empresas com estruturas mais tradicionais.
- Integração de sistemas legados com novas tecnologias
Muitas instituições ainda operam com sistemas legados, que nem sempre são compatíveis com o uso de APIs abertas e novos modelos digitais. A modernização da infraestrutura exige investimentos significativos e planejamento estratégico para evitar impactos operacionais.
- Concorrência ampliada e diferenciação de serviços
O Open Finance torna o mercado mais competitivo, permitindo que fintechs e novos players disputem espaço com grandes bancos. Isso exige que as instituições tradicionais invistam em experiência do usuário, personalização de produtos e inovação para manter sua relevância.
- Desenvolvimento de serviços financeiros personalizados e acessíveis Com acesso a dados mais completos, as instituições podem criar produtos que atendem às necessidades individuais dos clientes, desde ofertas de crédito personalizadas até soluções de planejamento financeiro mais inteligentes.
- Criação de novos modelos de negócio baseados em dados compartilhados O compartilhamento de informações financeiras permite que bancos e fintechs desenvolvam modelos de negócio inovadores, como marketplaces financeiros, agregadores de contas e soluções de crédito mais eficientes.
- Maior competitividade e inclusão financeira A abertura do sistema financeiro cria mais oportunidades para pequenos bancos e fintechs, além de facilitar o acesso a produtos financeiros para públicos que antes não tinham tantas opções. Isso fortalece a inclusão financeira e torna o setor mais dinâmico.
- Expansão de parcerias estratégicas O ecossistema do Open Finance estimula a colaboração entre instituições financeiras, seguradoras, empresas de tecnologia e startups, permitindo novas parcerias e soluções integradas. Esse ambiente favorece a inovação e amplia as possibilidades de crescimento.
- Eficiência operacional e redução de custos A automação de processos, impulsionada pelo uso de APIs e inteligência artificial, pode reduzir custos operacionais, otimizar a gestão de riscos e melhorar a experiência do usuário.
- Ganho de escala com Banking as a Service Com a evolução do Open Finance, o BaaS tende a se expandir. Bancos e fintechs que oferecem essa infraestrutura ganham novas fontes de receita, enquanto empresas de outros segmentos podem agregar valor aos seus clientes ao disponibilizar soluções financeiras personalizadas.
O Open Finance está transformando o setor financeiro, criando um ecossistema mais integrado, competitivo e voltado para a personalização dos serviços. Com a ampliação do compartilhamento de dados e o avanço de novas tecnologias, instituições financeiras têm a oportunidade de inovar e oferecer soluções mais eficientes e acessíveis para seus clientes.
Para se manter competitivo nesse cenário, é essencial contar com especialistas que entendam as mudanças e saibam como aproveitá-las estrategicamente. Entre em contato e descubra como a act digital pode ajudar a sua empresa se preparar para o futuro do Open Finance.
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